São 21hs, a noite está relativamente quente e nutro, uma imensa esperança que chova. Amo a chuva. Por motivos dos quais, não vou me ater no momento.
Esse que vos escreve deseja falar de outro assunto. A dualidade do Amor. Magnífico não?
Falar de algo que todos sentem, almejam, desejam sentir ou receber, parece fácil não é mesmo?
Mas não é. Cada cabeça uma sentença, cada ser humano um universo, é a forma de sentir e receber um sentimento como o amor é inerente a cada ser de uma maneira muito singular e única. Hoje este sentimento é muito ou quase que totalmente, banalizado. Líquido, pueril e efêmero.
Na verdade não é o que o amor em si, seja ou carregue estes adjetivos. O problema é a forma como as pessoas sentem, proferem a cerca dele e demonstram ou até mesmo escondem e não o demonstram. Ai está o grande x da questão.
Vivemos uma sociedade que por incalculáveis fatores. vive esse sentimento dessa maneira, tão rápida e descartável. É importante salientar que nem todo mundo. Este aqui que vos escreve sente de outra maneira. Mais a frente do texto explico, melhor.
Infelizmente em uma sociedade de redes sociais que servem, como vitrine para os pseudo-status de alegria vazia e insignificante. Onde se posta fotografias com a obrigatoriedade do sucesso e sorrisos que muitas vezes são forçados e que não carregam e nem possuem verossimilhança com a realidade.
O fato é que o amor perdeu o valor e significado. O culto hedonista ao prazer rápido, o egocentrismo e a falta de empatia, são perigosos e eles tomaram conta dos indivíduos hoje em dia, na minha opinião.
Em tempos tão difíceis, é mais fácil odiar ao outro pela sua opinião, do que escolher a opção de respeitar.
E aos invés de se produzir discussões destrutivas, ter-se empatia e compaixão de se estender a mão e não olvidar-se da responsabilidade moral que se deveria ter, para com o semelhante e ajudar as pessoas com carinho, estancando feridas e sendo-se útil para aquele que mais necessita.
Mas para não estender muito, volto a falar do amor em sua forma que mais gosto de divagar e sentir.
Aquele chamado de amor eros, o da paixão, que duas pessoas sentem uma pela outra e tentam se preencher.
Pois é ai que já está, um erro que o próprio que vos escreve, já reconhece de antemão pois ele mesmo não consegue seguir o que irá escrever mas vamos lá.
Ninguém completa ninguém. Ou muito menos preenche o vazio de ninguém. O amor para se fortalecer e perdurar deve ser entre duas pessoas já completas e repletas com abundância de convicções, objetivos, estabilidade em todos os aspectos, entre outros fatores.
Acreditar em tempos frívolos e tenebrosos no amor verdadeiro é uma arte para poucos. E deve-se ser alimentada e almejada com afinco.
Para que o leitor ávido de curiosidade e que chegou até esta parte do texto, compartilho lampejos indiretos da minha experiência.
Sou perito em me apaixonar, com rapidez, mas quase que sempre por mais que dure o que sinto, eu sempre faço depois de um determinado tempo(que na realidade não consigo determinar) a auto reflexão e descubro que o tal amor, não passava de produto do desejo carnal puro e lascivo.
Mas com 30 anos de jornada, eu acredito que já senti amor verdadeiro. Duas vezes.
Da primeira durou quase três anos.
Da segunda ainda não estou conseguindo saber e nem mesmo definir ao certo. Ainda.
Porém o mais importante é que sei que acredito naquilo que aprendi e cresci vendo. Na experiência familiar e com meu olhar ao redor. Gosto de pensar que sinto e amo de verdade. Porque eu realmente tenho no coração veracidade, pureza e principalmente me sinto feliz em ver quem eu amo feliz.
Talvez o que preciso perder é o apego, a ânsia pela digamos posse e o ciúme, mas ninguém é perfeito.
E nem mesmo sei se tudo isso, que escrevi é mera ficção ou realidade.
Na real.
Preciso agradecer as inspirações sonoras que estavam e estão tocando no meu aparelho de som.
Supertramp com My Kind Of Lady, Frankie Valli com Can't Take My Eyes Of You, Aerosmith com Full Circle, Reo Speedwagon com Can't Fight This Feeling e Keep On Lovin' You e agora finalizando este texto com Whitesnake e o petardo amoroso porém hard Standing In The Shadow Of Love
Será que com essa músicas e inspirações o que eu falei sobre ser ficcional, procede?
Fica a seu critério leitor.
Prefiro esperar mais e seguir o lema de um poema meu ''Se amar é errado, seguirei errante pela senda da eternidade".

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